HISTÓRIA

Trinta anos antes da Perdição... Quando o fogo ainda sonhava em ser eterno.

Era uma vez, em uma terra tão antiga que até as estrelas esqueceram seu nome, uma cidade onde o fogo nunca descansava. 

 O fogo reinava.

Diziam que suas treze torres eram tão altas que tocavam o céu, arranhando as nuvens como garras de pedra. E se você prestasse atenção ao cair da noite, poderia ouvir o bater de asas gigantescas — dragões vagando entre as sombras, procurando algo… ou alguém.

Chamavam-na de Cidade dos Dragões.

Um império onde homens e mulheres carregavam nos olhos um brilho perigoso, como se fossem feitos de magia antiga e sonhos em chamas.

Ali viviam as Grandes Casas, cada uma com sua chama particular:

Os Vhalarys, os Primeiros de Fogo, dominavam os dragões reais e praticavam rituais que ninguém ousava testemunhar.

Os Qoherys, senhores das forjas, moldavam aço valiriano e criavam artefatos que até o fogo respeita.

Os Elyxar, que brincavam com fogo azul, um fogo que só acendia para quem não tinha medo de se queimar.

Os Rhaemys, montadores de dragões e guerreiros endurecidos, forjados em honra e em batalhas que ninguém mais lembra.

E os Vhassar, envoltos em sombras, teciam feitiços que mexiam com sonhos, memórias e verdades.

E havia ainda as chamas menores, mas não menos famintas:

Targaryen, Velaryon, Celtigar, Belaerys e Voryn.

Famílias que ainda não tinham seus nomes escritos nas lendas — mas queriam muito que fossem.

Naquela cidade viva, tudo ardia. Nas arenas, dragões se chocavam, cuspindo labaredas que iluminavam até os pesadelos. Nos salões de mármore, alianças eram feitas com sorrisos doces e intenções amargas. E no alto das torres, magos sussurravam palavras que nem o vento ousava repetir.

O Conselho das Chamas dizia governar Valyria. Mas quem vivia lá sabia a verdade: em Valyria, quem manda é o orgulho — e quem sofre é quem o desafia.

Todos temiam a cidade.

Todos a admiravam.

E todos sabiam que nada dura para sempre — nem mesmo o fogo.

E agora, vou te contar um segredo que só se diz quando as luzes já estão quase apagadas:

Dizem que antes de uma chama se apagar, ela brilha como nunca.

E Valyria… Nunca brilhou tanto.

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