
FAMÍLIAS VALIRIANAS
FAMÍLIAS MAIORES
VHALARYS

“Somente o fogo é eterno.”
Aparência: Cabelos platinados, pele pálida com brilho metálico, olhos violeta profundo.
Personalidade: Visionários, orgulhosos, devotos da pureza de sangue.
Dizem que os Vhalarys nasceram com o fogo nos olhos.
O primeiro, Aenarion Vhalarys, caminhou até o coração de um vulcão adormecido e encontrou um dragão preso sob a terra. Ele não o matou, não fugiu — ofereceu seu sangue. O dragão aceitou, e assim nasceu o pacto que daria poder à Casa Vhalarys por gerações.
Eles foram os primeiros a domar dragões reais e a erguer as torres da Cidade Alta. Cada pedra carregava magia antiga, cada torre era um símbolo de poder absoluto.
Os Vhalarys dominam rituais que ninguém ousa testemunhar, e seu controle sobre os dragões os torna indispensáveis. Temidos e venerados, eles governam silenciosamente.
Dizem que quando um Vhalarys ergue a mão, o fogo obedece. E que se Valyria cair, serão os últimos a sucumbir, sorrindo entre as chamas.
QOHERYS

“O silêncio tempera o fogo.”
Aparência: Cabelos escuros, pele pálida, olhos prateados ou cinzentos.
Personalidade: Reservados, lógicos, estrategistas.
Os Qoherys nasceram entre o martelo e a chama.
O lendário Maelor Qoherys criou o primeiro aço valiriano misturando magia e fogo do vulcão, e cada peça de metal parecia sussurrar. Ele não precisava falar; o silêncio dizia tudo. Eles controlam as forjas de Valyria e criam artefatos lendários: armas que cantam, correntes que prendem a própria magia e portas que nenhum ladrão consegue abrir.
Poucos entendem suas criações, mas todos reconhecem seu poder.
Discretos, estratégicos e indispensáveis, os Qoherys mantêm a cidade viva. O calor de suas forjas é constante, e cada martelada é um lembrete de que o império só existe por causa deles.
Quando um Qoherys ergue o martelo, até o fogo presta atenção.
ELYXAR

“O fogo nos vê.”
Aparência: Cabelos vermelhos como fogo vivo, pele muito pálida, olhos claros (azuis ou cinza).
Os Elyxar afirmam que nasceram escolhidos pelo fogo.
A pequena Lyrenya Elyxar caminhou até o maior altar da cidade e deixou seu sangue cair sobre as cinzas. O fogo explodiu, vermelho e vivo, sem queimá-la.
Desde então, os Elyxar conduzem rituais que unem fé e magia. Eles veem presságios nas chamas e falam com dragões como se fossem antigos amigos.
O povo os venera e teme; sua devoção é intensa, às vezes beirando a insanidade. Sacerdotes, profetas e intérpretes do Fogo Primordial, os Elyxar conhecem segredos que nenhum mortal deveria ouvir.
O fogo não os queima — ele os protege, e serve a eles como arma e guia.
RHAEMYS

“A verdade é o que o fogo decide.”
Aparência: Cabelos dourados, pele pálida, olhos verdes esmeralda.
Personalidade: Sedutores, calculistas, diplomáticos.
Os Rhaemys governam a cidade sem precisar de armas.
A primeira, Nerah Rhaemys, podia acalmar dragões e manipular reis apenas com suas palavras. A névoa parecia segui-la, escondendo cada passo, cada gesto.
Hoje, eles controlam o Conselho das Chamas, manipulam alianças, comércio e guerras. Nada acontece em Valyria sem que um Rhaemys tenha sussurrado ao ouvido certo.
Sedutores e calculistas, eles transformam verdades em mentiras e mentiras em decisões políticas.
Se a cidade respira, é porque os Rhaemys permitem — e quando ela sangra, eles decidem a cor do sangue.
VHASSAR

“Entre sombras, o fogo respira.”
Aparência: Cabelos pretos, pele oliva, olhos verde esmeralda.
Personalidade: Misteriosos, intelectuais, imprevisíveis.
Os Vhassar nasceram do estudo do espírito e da mente.
O primeiro, Theron Vhassar, passou anos isolado estudando livros proibidos e símbolos que ninguém compreendia. Ele aprendeu a manipular memórias, sonhos e emoções, criando feitiços invisíveis que moldavam a realidade sem que ninguém percebesse.
A Casa Vhassar se tornou essencial e temida. Eles são os mestres do oculto, invisíveis e imprevisíveis, capazes de alterar decisões e desejos sem deixar rastro. Dizem que a Perdição começou com um simples sussurro Vhassar.
Os magos desta casa movem Valyria como se fosse um tabuleiro de sombras e segredos.
Ninguém sabe exatamente o que desejam, nem até onde seu poder vai — mas todos sentem a influência deles.
FAMÍLIAS MENORES
TARGARYEN

“Fogo e sangue.”
Aparência: Cabelos prateados, pele branca, olhos lilás ou violeta.
Personalidade: Ambiciosos, leais, sonhadores.
Dizem que os Targaryen sempre ouviram os dragões antes de falar.
Antes mesmo de nascerem, seus ancestrais tinham sonhos que previam erupções, guerras e mortes.
O primeiro Targaryen conhecido, Aeryn Targaryen, era apenas uma criança quando sentiu o chamado de um dragão ferido na floresta de cinzas. Sem medo, aproximou-se e deixou que a criatura tocasse sua mão com a própria chama. O dragão ronronou — ou seria riso? — e nunca mais se separaram.
Desde então, os Targaryen se tornaram criadores e treinadores de dragões. Não possuem o poder militar das Grandes Casas, mas sabem o que os deuses e as chamas desejam.
São vistos como os “guardiões da sorte”, e cada dragão que cuidam carrega consigo presságios que podem mudar o destino do mundo.
VELARYON

“O Antigo, o Verdadeiro, o Valente.”
Aparência: Pele escura, cabelos platinados, olhos azul-claros ou castanhos.
Personalidade: Orgulhosos, aventureiros, leais.
Os Velaryon nasceram do sal e do vento.
Sua frota atravessa mares que nenhum dragão ousa tocar, carregando ouro, escravos, artefatos e segredos de terras distantes.
O lendário Lord Maren Velaryon navegou por sete tempestades sem perder um único navio. Dizem que, certa noite, ele conversou com uma sereia que lhe entregou um mapa feito de espuma e luz. Seguindo aquele mapa, trouxe para Valyria tesouros que mudaram o destino da cidade inteira.
Os Velaryon são orgulhosos e aventureiros. Controlam o comércio e mantêm a cidade alimentada e conectada ao mundo.
Sem eles, Valyria morreria de fome… ou de isolamento.
CELTIGAR

“O ouro é outra forma de fogo.”
Aparência: Cabelos prateados, olhos azul profundo, pele oliva.
Personalidade: Cautelosos, práticos, calculistas.
Na cidade das chamas, alguns nascem para dominar o dinheiro tanto quanto o aço.
Os Celtigar surgiram como banqueiros e mercadores, capazes de transformar ouro em poder e guerras em lucros.
O primeiro grande Celtigar, Jorvan Celtigar, financiou uma batalha inteira usando apenas pepitas de prata e promessas de pagamento. Quando o inimigo venceu e exigiu o ouro, Jorvan riu e revelou que tudo já havia sido investido em outro conflito — e venceu novamente.
Os Celtigar são calculistas, cautelosos e indispensáveis.
Eles ensinam que até o fogo pode ser comprado — ou pelo menos manipulado.
BAELARYS

“Pelas cinzas, o fogo vive.”
Aparência: Pele clara, cabelos platinados, olhos negros como obsidiana.
Personalidade: Orgulhosos, espirituais, fervorosos.
Entre as cinzas e as labaredas, os Belaerys caminham com respeito e medo.
São guerreiros e sacerdotes, devotos do fogo e dos dragões anciãos.
A primeira Belaerys, Sylara, entrou no vulcão mais antigo de Valyria com apenas um pergaminho e um escudo de obsidiana. Enquanto o magma subia, ela conversava com os dragões adormecidos, oferecendo-lhes canções de sangue e promessas de devoção. Quando emergiu, o vulcão rugiu como se a saudasse — e os dragões reconheceram seu domínio.
Desde então, os Belaerys mantêm a ligação sagrada entre homens e vulcões.
Cada erupção é um aviso, uma bênção ou uma maldição — e eles sabem interpretá-las.
VORYN

“A palavra é o fogo.”
Aparência: Cabelos loiros dourados, olhos dourados, pele dourada.
Personalidade: Curiosos, estudiosos, incansáveis.
Os Voryn não lutam com dragões nem fogo. Eles lutam com o conhecimento.
Dizem que Orien Voryn, o primeiro da casa, abriu um livro que ninguém deveria tocar. As palavras sussurraram, e ele aprendeu a controlar feitiços que moldavam o mundo sem ninguém perceber.
Desde então, os Voryn mantêm as bibliotecas subterrâneas de Valyria, guardando segredos que poderiam derrubar impérios.
Alguns dizem que ouvir os livros Voryn é perigoso: eles respiram, murmuram e até ensinam desejos que não pertencem a quem lê.
Eruditos, incansáveis e misteriosos, os Voryn são o fio invisível que segura ou destrói a cidade, dependendo de quem decifra suas palavras.
